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CNA alerta que logística no Brasil trava avanço do agronegócio

Confederação destaca que a logística no Brasil não acompanha o crescimento do agro e compromete escoamento e armazenagem

CNA alerta que logística no Brasil trava avanço do agronegócio

Logística no Brasil não acompanha crescimento do agro, alerta CNA. Foto: Canva

Foto do autor Redação RuralNews
11/07/2025 |

A logística no Brasil não acompanha o ritmo acelerado do crescimento do agronegócio, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A avaliação foi feita pela assessora técnica Elisangela Pereira Lopes, assessora técnica da CNA, durante um debate realizado na última quarta-feira (9), em Brasília.

Segundo a especialista, de 15 anos para cá, só a produção de soja e milho cresceu 155 milhões de toneladas, o que representa 10 milhões por ano, enquanto a infraestrutura não evoluiu no mesmo ritmo.

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Transporte limitado e infraestrutura deficiente


Segundo a técnica, novas fronteiras agrícolas como o Matopiba e o Mato Grosso lideram a produção nacional de grãos. No entanto, essas regiões enfrentam grandes dificuldades no escoamento. Embora representem 68% da produção total, apenas 35% conseguem ser exportados pelos portos do Arco Norte. O principal gargalo, portanto, está nos acessos entre as fazendas e os portos.

A CNA defende investimentos em ferrovias, rios navegáveis e estradas de qualidade. Ainda assim, segundo Elisangela, estradas vicinais — essenciais para o escoamento inicial da produção — muitas vezes não são sequer consideradas nos planos de governo. Essa falha estrutural, por consequência, agrava os custos logísticos e reduz a competitividade do agro brasileiro.

Armazenagem insuficiente eleva perdas


Outro ponto crítico citado pela CNA é a deficiência na armazenagem. Hoje, apenas 63% da produção nacional encontra espaço para estocagem. No Mato Grosso, esse índice cai para 49,9%. Isso obriga o produtor a escoar a produção no pico da safra, quando os fretes, geralmente, são mais caros. “Este ano, por exemplo, o frete no Mato Grosso subiu 60% em relação a 2024”, afirmou a assessora.

Ela destacou que, sem estruturas adequadas de armazenagem nas fazendas, a logística no Brasil se torna ainda mais ineficiente. “No pico da safra, os caminhões viram armazéns sobre rodas. Isso representa prejuízo direto para o produtor e, além disso, para a sociedade como um todo”, completou.

CNA defende crédito e obras estruturantes


Durante o debate, Elisangela apoiou a proposta de elaboração de planos de Estado com ações voltadas para os próximos 5 a 10 anos. Para ela, o agro precisa de planejamento de longo prazo, com participação ativa do setor produtivo. A CNA, por sua vez, mantém diálogo constante com os órgãos responsáveis e está pronta para contribuir.

Entre as obras consideradas prioritárias estão a conclusão da BR-163 até Santarém (PA), a construção da Ferrogrão e o derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins. Essa última, apesar de autorizada após 11 anos de espera, enfrenta nova tentativa de suspensão pelo Ministério Público. A obra, contudo, permitiria escoar 20 milhões de toneladas com custo até 40% menor em relação ao transporte rodoviário.

Por fim, a entidade defende linhas de crédito atrativas para ampliar a capacidade de armazenagem nas propriedades. “Nos Estados Unidos, 54% da produção fica armazenada nas fazendas. No Brasil, esse número é muito menor. Precisamos oferecer condições reais para mudar esse cenário e, assim, reduzir perdas logísticas”, concluiu.


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