NOTÍCIAS DO AGRO > nacional > legislacao

Produtor rural deve se preparar para novo sistema tributário

Foto do autor Jair Reinaldo
Publicado em:
Produtor rural deve se preparar para novo sistema tributário
Palestra reforça a importância da adaptação ao novo sistema durante Workshop Tributário que percorrerá 7 municípios. Foto: Thiago Rocha

Entidade destaca início da fase de testes e alerta para mudanças na emissão de notas e na gestão fiscal no campo

A implementação da Reforma Tributária no Brasil já começa a impactar o dia a dia do produtor rural, especialmente em Mato Grosso. Em fase inicial de testes, o novo modelo exige que, ainda em 2026, os produtores passem a se adaptar às mudanças, incluindo o registro dos novos tributos nas notas fiscais.

Com o objetivo de orientar o setor, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) participa de iniciativas voltadas à disseminação de informações sobre o tema. Um dos destaques é o Workshop Tributário – Reforma Tributária e Imposto de Renda do Produtor Rural, que percorre sete municípios do estado, levando esclarecimentos técnicos aos produtores.

Publicidade

Durante os encontros, especialistas detalham os impactos da Lei Complementar nº 214/2025 e explicam o funcionamento dos novos tributos que substituirão o sistema atual. Entre eles estão a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), de âmbito federal, e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que será compartilhado entre estados e municípios.

Apesar de, neste momento, as alíquotas estarem reduzidas — funcionando como uma simulação do modelo definitivo —, o setor já precisa se preparar para a mudança completa, prevista para 2027. A partir desse período, tributos como PIS e Cofins deixarão de existir, dando lugar à CBS, cuja alíquota estimada para o agro deve ficar entre 3,6% e 4%. A transição total do sistema está prevista para ser concluída em 2033.

Além da mudança na estrutura de arrecadação, a reforma traz alterações importantes na forma de apuração dos tributos, com destaque para o modelo de não cumulatividade plena e a chamada apuração assistida. Essas mudanças impactam diretamente a rotina do produtor, exigindo maior controle das operações e atenção aos registros fiscais.

A correta emissão de notas fiscais, a classificação adequada das operações e a rastreabilidade das informações passam a ser pontos centrais para evitar problemas como perda de créditos ou aumento indevido da carga tributária.

Diante desse cenário, a orientação técnica se torna essencial para garantir uma transição mais segura. O período atual é considerado estratégico para que o produtor rural compreenda as mudanças, ajuste sua gestão e evite impactos negativos no futuro, especialmente em um ambiente cada vez mais exigente em termos de eficiência e organização financeira no campo.

Publicidade
Banner publicitário