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CNA pede para entrar em ação favorável ao marco temporal

Entidade sustenta que decisão do Congresso Nacional é constitucional

CNA pede para entrar em ação favorável ao marco temporal

Corte tem quatro ações em análise: três são contra decisão do Congresso

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03/02/2024 |

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) pediu, nesta semana, ao Supremo Tribunal Federal o ingresso como participante de uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 87, proposta pelo PP, PL e Republicanos para manutenção da decisão do Congresso Nacional, de dezembro do ano passado, que restituiu a data de 5 de outubro de 1988 como limite para a reivindicação de terras por indígenas.


O relator da matéria é o ministro Gilmar Mendes.


A corte tem outras três ações sobre o mesmo tema em andamento. Duas são contra a decisão do Congresso, assinadas por partidos alinhados com o governo federal, e outra, também contra, que pertence ao movimento indígena, liderado pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil).


A CNA defende o marco temporal para garantir segurança jurídica no campo, assegurar o direito de propriedade e evitar que milhares de famílias sejam expropriadas de suas terras, além de impedir o acirramento de conflitos.


“A temática ‘demarcação de terras indígenas’ precisa de pacificação, o que só pode ser feito na via legislativa, buscando-se segurança jurídica para a produção de alimentos no Brasil”, alega a entidade na petição.



Jurisprudência


A confederação lembra, também, que a decisão do próprio STF no caso da Raposa Serra do Sol foi fundamental para garantir a segurança jurídica, sendo o acórdão da Corte adotado como jurisprudência em questões envolvendo a demarcação de terras indígenas.