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China: o que o gigante asiático espera da parceria comercial com o Brasil para os próximos meses?

Paulo Alvares

China: o que o gigante asiático espera da parceria comercial com o Brasil para os próximos meses?

Foto do autor Redação RuralNews
03/07/2024 |

A China é indiscutivelmente um dos maiores parceiros comerciais do Brasil em diversos setores, e isso não é diferente na agricultura. Hoje, nosso país é o principal exportador de soja e carne bovina para a China. Em uma visita ao país, notamos que há um aumento no interesse mútuo em outros produtos e serviços que ambos os países podem negociar.


De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pelo Insper (instituição de ensino superior que atua nas áreas de negócios e economia, entre outras), as exportações do agronegócio brasileiro atingiram um patamar histórico em 2023: foram totalizados US$ 167 bilhões, alta de 5% em relação a 2022 (US$ 159 bilhões). Esse volume engloba diversas commodities e outros bens, como carne e até mesmo produtos florestais.


O gigante asiático é um dos maiores fornecedores de insumos agrícolas para o Brasil, especialmente moléculas utilizadas nas lavouras para o manejo de pragas e doenças. Porém, esse número foi um pouco menor no ano passado. Ainda segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, as importações do agronegócio brasileiro caíram 16% na comparação anual. Houve um recuo, principalmente, na importação de insumos (fertilizantes, pesticidas, medicamentos agropecuários e máquinas e equipamentos), de 32%.


De fato, há alguns fatores que podem colocar um freio no crescimento de negócios entre os dois países, um deles é o processo de registro de novos produtos. No Brasil, esses trâmites são tidos como mais demorados do que em outros países, inclusive sendo pauta de diversas discussões e leis regulatórias no Congresso Nacional.


Todos os anos, novos produtos são lançados no mercado e o processo de aprovação e regulamentação sempre foi uma preocupação para parceiros estrangeiros. Por isso, a indústria brasileira precisou fazer o que faz de melhor: criar soluções para atender as demandas. Assim nasceram as tradings, empresas com objetivo de adquirir insumos agrícolas de países como a China, para distribuição no mercado interno.


Dentro do ecossistema da Crop Care, por exemplo, temos a Perterra Trading, empresa com sede no Uruguai que nasceu com o objetivo de intermediar negócios com os mercados estrangeiros. Afinal, para que o negócio se mantenha sólido, é preciso manter uma relação próxima com seus fornecedores. E isso vale para qualquer empresa, de qualquer setor.


Em nossa visita à China, em março desse ano, tivemos a oportunidade de estreitar ainda mais o relacionamento com os parceiros chineses, além de ouvir quais são as expectativas do mercado.