Commodities encerram a semana novamente em queda na CBOT
Essa é a terceira semana consecutiva que a soja encerra em queda, com isso os preços da commodity se aproximam da mínima do ano, quando em agosto foi negociada a U$9,55.
Os preços da soja se aproximam da mínima do ano
A semana
acaba pesada para o complexo da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). Nna variação diária o grão
teve quedas de --1,90% para o contrato de novembro e desvalorização
de -1,53% no contrato de janeiro de 2025.
Essa é a terceira semana
consecutiva que a soja encerra em queda, com isso os preços da
commodity se aproximam da mínima do ano, quando em agosto foi
negociada a U$9,55.
O que podemos observar através do gráfico de
negociações é que os preços podem cair ainda mais, com objetivo
gráfico na região de U$9/bushel.
A intensidade dos movimentos nos
dá um panorama de que o controle no momento está nas mãos de quem
acredita que os preços vão cair mais, percebam que a soja levou 6
semanas para produzir uma alta de U$1,10/bushel e levou apenas a
metade do tempo para cair a mesma quantia.
Isso mostra que os
movimentos na queda têm mais facilidade em fluir.
Seguindo no
complexo da soja, o óleo também registrou quedas diária de -1,81%
e semanal de -3,48%. Já o farelo, que apesar de ter caído -0,79%
nesta sessão, conseguiu encerrar a semana no positivo +0,16%. Quanto
aos fundamentos para a soja, hoje o que mais ressoa no mercado é a
melhora climática no Brasil.
Para o milho na CBOT a
semana foi negativa e o contrato dezembro registrou queda de -2,65%.
Para o milho os fundamentos são mais amigáveis, vimos que o volume
das exportações na semana passada foi bom, com 2,25 milhões de
toneladas.
Esse aumento nas vendas é reflexo de uma menor
competitividade com os países da américa do sul. Nesse momento os
EUA é uma origem mais atrativa e isso pode manter os preços de
milho na CBOT mais firmes.
Assim como os demais, o
trigo encerrou a semana em queda de -4,38%, mais da metade da queda
semanal foi formada na sessão de hoje, com o trigo caindo -2,84%.
Na B3 o contrato de
milho segue firme e a cada dia sobe um pouco mais, hoje o contrato
novembro teve valorização de +0,33% e encerrou a semana cotado a
R$69,25/saca. Comentários de que as cooperativas estão aumentando
suas ofertas para tentar fixar mais milho, mas parece que os preços
ainda não convenceram os produtores por lá.
MacroeconomiaNa noite
de ontem, a China publicou dados econômicos, a leitura do PIB
trimestral veio levemente abaixo da expectativa do mercado, mas ainda
acima do anterior. Nesta leitura foi apresentado um crescimento de
0,9%, enquanto o mercado aguardava por 1%.
Já as vendas no varejo
subiram bem, o acumulado do ano na leitura de setembro veio em 3,2%,
o mercado esperava por 2,5%. Além do crescimento nas vendas de
varejo, outro dado que animou foi a taxa de desemprego menor, com
5,1% ante 5,3% do relatório anterior.
Principais Variações:
ÁSIA/PACÍFICO: HONG KONG: +3,76% / SHANGHAI: +2,92%
EUROPA: EURO STOXX 50: +0,77%
EUA: SP 500: +0,39% / NASDAQ: +0,63%
BRASIL: IBOVESPA: -0,20%