Commodities desabam na CBOT nesta terça-feira (18/12)
Confira como ficou o fechamento diário do mercado de commodities com o colunista Rodrigo Trage
Rodrigo Trage escreve diariamente para o portal RuralNews
No complexo da soja, os
futuros do óleo na Bolsa de Chicago (CBOT) deram sequência ao movimento de queda e continuaram
impactando os preços do grão. A soja em grão renovou
a mínima de novembro e seguiu a sequência de queda.
Como comentei
ontem “Se amanhã o mercado confirmar essa mínima, abrirá espaço
para quedas mais intensas” e foi o que aconteceu. O principal fundamento que está
impactando o mercado americano é a perspectiva de uma safra cheia na
América do Sul. Esse fato aliado a um dólar alto acaba aumentando a
competitividade do Brasil na exportação.
Acompanhe as cotações
de fechamento do complexo da soja na CBOT:
SOJA MARÇO: U$9,53/bs
| variação -2,61%
ÓLEO DE SOJA JANEIRO: ¢
39,55 /lb | variação: -2,63%
FARELO DE SOJA MARÇO: U$
293,6 /st | variação: +0,07%
O milho na CBOT
encerrou em queda seguindo a pressão dos preços da soja e do trigo,
porém as quedas são limitadas por conta da boa demanda pelo milho
americano, fator que fez com que os preços se mantivessem no
positivo no pregão anterior.
As exportações por lá seguem forte
devido a ausência do Brasil que este ano contou com um programa de
exportação bem mais fraco que o ano passado. Outro player que
ofertou menos foi a Ucrânia devido a queda na sua produção.
Futuros de trigo
apresentaram uma desvalorização. Novamente a demanda mais fraca
pelo trigo americano vem derrubando os preços. Na semana passada o
relatório de vendas trouxe números mais baixos do que o esperado e
nesse início de semana o relatório de inspeções de exportação
relatou 298 mil toneladas, que apesar de ser maior do que o volume de
248 mil toneladas da semana passada, ainda indica um ritmo lento.
Acompanhe as cotações
de fechamento para milho e trigo na CBOT:
MILHO MARÇO: U$4,43/bu
| variação: -0,34%
TRIGO MARÇO: U$5,45/bu
| variação: -0,91%
No Brasil os futuros de
milho na B3 registram alta neste pregão. Os preços chegaram a subir
mais de R$1 por saca no mesmo momento em que o dólar renovou sua
máxima histórica e era negociado a R$6,21. Novamente o Banco
Central voltou a fazer leilões para conter a alta e com isso o dólar
voltou para a casa dos R$6,10. Esse movimento de realização do
dólar foi estendido aos futuros de milho que devolveram boa parte do
movimento de alta.
Acompanhe as cotações
de fechamento para milho na B3: