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La Niña está ativo e influencia o clima no verão do Brasil

O que pode mudar no clima do Brasil nos próximos meses e como será este novo episódio de La Niña?

La Niña está ativo e influencia o clima no verão do Brasil

Foto do autor Redação RuralNews
10/01/2025 |


Agora é oficial: o oceano Pacífico Equatorial está no modo La Niña. O anúncio foi feito pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), nesta quinta-feira, 9 de janeiro de 2025, no boletim de atualização mensal do fenômeno ENSO (El Niño/Southern Oscillation – El Niño/Oscilação Sul).

O que é o La Niña?

O La Niña é conhecido como a “fase fria” do El Niño. Os dois fenômenos envolvem anomalias de temperatura da água do mar na porção central e leste do oceano Pacífico Equatorial, na costa do Peru.

O El Niño é o aquecimento acima da média nesta grande região oceânica e o La Niña é o resfriamento. Mas não é um resfriamento e ou aquecimento qualquer.Para se chegar a conclusão de que o Pacífico Equatorial está no modo El Niño ou La Niña, vários critérios técnicos estabelecidos pela comunidade científica precisam ser satisfeitos ao mesmo tempo.

Quando a temperatura da água do mar na porção central do Pacífico Equatorial fica pelo menos 0,5°C acima da média de referência, durante vários meses consecutivos, o El Niño está ativo.

Quando a temperatura da água do mar nesta região fica pelo menos 0,5°C abaixo da média de referência, durante vários meses consecutivos, o La Niña está vigorando.

El Niño e La Niña são fenômenos de grande escala, pois as mudanças de temperatura que ocorrem na porção central e leste do oceano Pacifico Equatorial têm o poder de alterar a circulação dos ventos e a pressão atmosférica numa grande área global, que causam alterações nos padrões de chuva e de temperatura em muitas regiões do planeta.

Efeitos do La Niña no Brasil

De forma geral, o La Niña induz um aumento das precipitações no Norte e no Nordeste do Brasil e deixa parte da Região Sul mais seca. A redução das precipitações ocorre especialmente no Rio Grande do Sul.

Um efeito muito importante do La Niña é de facilitar o deslocamento das frentes frias pela costa do Sul e do Sudeste. A passagem de várias frentes frias ajuda a organizar os corredores de umidade entre o Norte e o Sudeste do país, facilitando a formação da ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul.

A chuva forte e volumosa da ZCAS se prolonga por vários dias consecutivos, sobre as mesmas regiões, o que gera muitos transtornos para a população como alagamentos, transbordamentos de rios, encharcamento do solo, deslizamentos. É um período de baixa insolação que pode prejudicar o desenvolvimento agrícola.

Mas é também a chuva da ZCAS que recupera os mananciais e as nascentes para o abastecimento de água para as populações, enche os rios e os reservatórios para geração de energia.

Verão 2025 com La Niña