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Maior produtor de frango do Brasil teve ano marcado pelo combate à Gripe Aviária

A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, muitas vezes resultando em graves consequências para a saúde animal, para a economia e para o meio ambiente

Maior produtor de frango do Brasil teve ano marcado pelo combate à Gripe Aviária

Avicultura brasileira está conseguindo impedir casos de gripe aviaria na cadeia comercial

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04/01/2024 |

O Estado do Paraná bateu o próprio recorde no primeiro semestre de 2023 e manteve a ampla vantagem na liderança nacional nas exportações de carne de frango, com 1,073 milhão de toneladas de proteína vendidas para o exterior. O número mostra um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior (956 mil toneladas) e o equivalente a 41% de todas as transações brasileiras do produto no mercado internacional.

Porém, o setor passou por um grande desafio em 2023, com a chegada do vírus da Gripe Aviária no Brasil. No Paraná, o primeiro caso de Influenza Aviária (H5N1) de Alta Patogenicidade (IAAP) detectado em Antonina, no Litoral do Estado. Por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Governo do Estado e as indústrias do setor concentraram suas ações visando o controle e mitigação da doença em todo o Estado. O primeiro caso foi registrado em 24 de junho em uma ave silvestre. Em 2023, até o mês de novembro, o Paraná contabilizou 13 focos de IAAP, sem circulação em granjas comerciais.

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A Adapar entrou em alerta logo no primeiro caso e atuou no controle da doença com frentes voltadas para o Litoral. A agência atendeu 100% das notificações de suspeita. Quando verificado um caso provável, é feita a coleta de amostra para diagnóstico laboratorial, isolamento de animais, interdição da unidade epidemiológica (propriedade), verificação do trânsito e investigação de possíveis vínculos. Foram 2.610 ações de fiscalizações no controle da influenza aviária no ano.

Atuando de forma ininterrupta, a equipe litorânea da Adapar contou com o apoio de servidores de outras regionais convocados para auxiliar nos trabalhos em focos, cadastramento de propriedades e atendimentos às notificações. Nas demais regiões, os donos de aviários tiveram que reforçar os cuidados com o fechamento de todas as frestas para evitar contato entre animais silvestres e comerciais e redobrar os alertas sanitários, inclusive contra entrada de pessoas estranhas à produção.

“A vigilância continua para seguir neste controle”, afirma o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins. "O trabalho foi necessário para obter o menor impacto possível na produção do setor avícola. Foi um ano de união com o setor privado para trilhar caminhos seguros conjuntos”.

A influenza aviária de alta patogenicidade é caracterizada principalmente pela alta mortalidade de aves, que pode ser acompanhada por sinais clínicos nervosos, digestórios e/ou respiratórios, tais como andar cambaleante, torcicolo, dificuldade respiratória e diarreia.

No Brasil, desde o começo do ano foram registrados 151 focos, sendo 148 em animais silvestres e três em animais de subsistência. Foram impactados, além do Paraná, os seguintes estados: Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.







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