Novas regras para drones podem impulsionar o agro
Proposta da Anac simplifica autorizações e deve ampliar operações como pulverização e monitoramento agrícola
A atualização das regras para operação de drones no Brasil está prestes a avançar e promete transformar o uso desses equipamentos em diferentes setores da economia. A proposta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para o novo Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100 deve simplificar processos e reduzir entraves, ampliando o uso profissional da tecnologia no país.
A expectativa é de que a nova regulamentação seja publicada ainda no primeiro semestre de 2026, após um período de քննարկção com a sociedade iniciado no ano passado. Entre os principais pontos da proposta está a facilitação para autorizações de operações mais complexas, como os voos BVLOS, nos quais o piloto não mantém contato visual direto com o drone.
Essa mudança é considerada estratégica para destravar investimentos e permitir maior escala no uso da tecnologia, mantendo os padrões de segurança. Com isso, atividades como pulverização agrícola, inspeções técnicas, mapeamento territorial e serviços de entrega tendem a ganhar mais eficiência e alcance.
No agronegócio, o impacto pode ser direto. O uso de drones já vem crescendo em operações de monitoramento de lavouras, aplicação de insumos e coleta de dados. Com menos burocracia, a tendência é de ampliação dessas práticas, contribuindo para ganhos de produtividade e maior precisão no manejo agrícola.
Além disso, a regulamentação pode impulsionar o desenvolvimento de novos serviços e modelos de negócio, tanto no campo quanto em áreas urbanas. A integração da tecnologia a processos produtivos e logísticos tende a fortalecer a digitalização e a modernização das atividades econômicas.