Produtividade de amendoim no Brasil alcança 3º lugar mundial
Com 3,8 t/ha, a produtividade de amendoim no Brasil mais que triplicou em dez anos e reforça competitividade e novas oportunidades no campo
Tecnologias de precisão e rotação de culturas elevaram produção e eficiência. Foto: Canva
A produtividade de amendoim no Brasil coloca o país entre as principais potências do agronegócio. Segundo a ABEX-BR, o país alcança 3,8 toneladas por hectare, ocupando o 3º lugar global. O dado integra o livro “Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro”, lançado em Ribeirão Preto (SP). Além disso, o desempenho reforça a competitividade da cultura no cenário internacional.
Crescimento impulsionado por tecnologia
A produção nacional mais que triplicou nos últimos dez anos. Dessa forma, o setor avança em eficiência e rentabilidade. O estudo revela faturamento de R$ 18,6 bilhões e alto nível de inovação no campo. Hoje, 64% dos produtores utilizam agricultura de precisão, o que garante melhor aproveitamento do solo e mais estabilidade produtiva.
“Os números comprovam a qualidade da pesquisa e das inovações aplicadas no campo”, destaca Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR.
Rotação de culturas fortalece sustentabilidade
Além do excelente desempenho em produtividade, o amendoim contribui para reduzir custos e elevar a qualidade do solo. Como leguminosa, fixa nitrogênio naturalmente, assim, favorece culturas seguintes. Com isso, o produtor usa menos fertilizantes e preserva a saúde do solo ao longo dos ciclos. Portanto, a cultura se torna uma aliada importante da sustentabilidade.
Expansão geográfica e novas oportunidades
A alta produtividade também impulsiona a expansão da cultura em novas regiões. Por exemplo, estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais ampliaram o cultivo em mais de 200% na última década. Isso significa mais equilíbrio na distribuição da produção e diminuição dos riscos climáticos.
“O amendoim se consolida como uma alternativa rentável de segunda safra. Agora, temos dados estratégicos para planejar infraestrutura e financiamento nessa nova geografia”, reforça Fantin.