Moagem de cana recua no Centro-Sul e soma 598,2 mi de ton até dezembro
Com menos usinas em operação, processamento de cana recua na primeira quinzena de dezembro, enquanto produção de etanol de milho e emissão de CBios seguem em alta
Por: Redação RuralNews
Segundo dados divulgados pela Unica, a desaceleração está diretamente associada à redução do número de unidades em operação. Na primeira metade do mês, apenas 90 usinas estiveram ativas na região, contra 127 no mesmo intervalo da safra passada. Desse total, 71 processaram cana-de-açúcar, dez produziram etanol a partir do milho e nove atuaram como unidades flex.
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Além disso, desde o início da safra, 208 unidades já encerraram as atividades até 16 de dezembro, número praticamente estável em relação ao ciclo anterior. Para a segunda quinzena do mês, outras 36 unidades indicaram a intenção de finalizar a moagem, o que tende a manter o ritmo mais lento no encerramento do ciclo.
No que diz respeito à qualidade da matéria-prima, o ATR médio acumulado da safra ficou em 138,38 kg por tonelada de cana. Esse resultado representa retração de 2,21% na comparação anual, refletindo impactos climáticos ao longo do ciclo.
Na primeira quinzena de dezembro, a produção de açúcar somou 254,24 mil toneladas, queda de 28,66% frente ao mesmo período da safra passada. Por outro lado, no acumulado da safra, a fabricação do adoçante alcançou 40,16 milhões de toneladas, ligeiramente acima do volume do ciclo anterior.
Já a produção de etanol atingiu 740,61 milhões de litros no período. Enquanto o hidratado recuou 20,62%, para 393,59 milhões de litros, o anidro avançou 30,18%, totalizando 347,02 milhões de litros. No acumulado da safra, a produção total do biocombustível chegou a 30,27 bilhões de litros, com queda de 5,37%.
Nesse contexto, o etanol de milho ganhou ainda mais espaço. Ele respondeu por 54,14% da produção na primeira quinzena de dezembro, com 400,96 milhões de litros. Desde o início da safra, a produção acumulada atingiu 6,43 bilhões de litros, crescimento de 14,49%.
As vendas de etanol totalizaram 1,53 bilhão de litros na primeira quinzena de dezembro. Tanto o anidro quanto o hidratado apresentaram crescimento, com altas de 18,03% e 8,18%, respectivamente. No acumulado da safra, a comercialização somou 24,85 bilhões de litros, leve recuo de 1,64%.
Por fim, dados da B3 mostram que a emissão de CBios alcançou 43,14 milhões de créditos em 2025, o maior volume já registrado no âmbito do RenovaBio. As aposentadorias somaram 40,06 milhões, resultando em um saldo estimado de 19,5 milhões de CBios para 2026.
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Texto publicado originalmente em Destaques
Além disso, desde o início da safra, 208 unidades já encerraram as atividades até 16 de dezembro, número praticamente estável em relação ao ciclo anterior. Para a segunda quinzena do mês, outras 36 unidades indicaram a intenção de finalizar a moagem, o que tende a manter o ritmo mais lento no encerramento do ciclo.
Moagem de cana no Centro-Sul soma 598,2 milhões de toneladas até meados de dezembro. Foto: Canva
No que diz respeito à qualidade da matéria-prima, o ATR médio acumulado da safra ficou em 138,38 kg por tonelada de cana. Esse resultado representa retração de 2,21% na comparação anual, refletindo impactos climáticos ao longo do ciclo.
Açúcar e etanol têm comportamentos distintos
Na primeira quinzena de dezembro, a produção de açúcar somou 254,24 mil toneladas, queda de 28,66% frente ao mesmo período da safra passada. Por outro lado, no acumulado da safra, a fabricação do adoçante alcançou 40,16 milhões de toneladas, ligeiramente acima do volume do ciclo anterior.
Já a produção de etanol atingiu 740,61 milhões de litros no período. Enquanto o hidratado recuou 20,62%, para 393,59 milhões de litros, o anidro avançou 30,18%, totalizando 347,02 milhões de litros. No acumulado da safra, a produção total do biocombustível chegou a 30,27 bilhões de litros, com queda de 5,37%.
Nesse contexto, o etanol de milho ganhou ainda mais espaço. Ele respondeu por 54,14% da produção na primeira quinzena de dezembro, com 400,96 milhões de litros. Desde o início da safra, a produção acumulada atingiu 6,43 bilhões de litros, crescimento de 14,49%.
Vendas e CBios sustentam o mercado
As vendas de etanol totalizaram 1,53 bilhão de litros na primeira quinzena de dezembro. Tanto o anidro quanto o hidratado apresentaram crescimento, com altas de 18,03% e 8,18%, respectivamente. No acumulado da safra, a comercialização somou 24,85 bilhões de litros, leve recuo de 1,64%.
Por fim, dados da B3 mostram que a emissão de CBios alcançou 43,14 milhões de créditos em 2025, o maior volume já registrado no âmbito do RenovaBio. As aposentadorias somaram 40,06 milhões, resultando em um saldo estimado de 19,5 milhões de CBios para 2026.
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Texto publicado originalmente em Destaques
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