Milho 07-08-2025 | 10:22:00

Milho reage às exportações e volta ao campo positivo em Chicago

Exportações dos EUA impulsionam os preços do milho em Chicago e trazem fôlego ao mercado brasileiro

Por: Camilo Motter

Enquanto isso, no Brasil, a B3 apresenta estabilidade. O contrato setembro opera a R$ 65,40, ligeiramente abaixo do fechamento anterior, de R$ 65,50. A posição novembro se manteve quase inalterada, cotada a R$ 67,80.
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Esse comportamento dos preços reflete a combinação de fatores opostos. De um lado, há pressão causada pela perspectiva de safras cheias nos Estados Unidos e no Brasil, além de uma demanda ainda contida. Por outro lado, os dados divulgados nesta manhã pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) trouxeram ânimo ao mercado.
Com apoio das exportações norte-americanas, milho volta a subir na Bolsa de Chicago e sustenta preços no Brasil. Foto: Canva


O USDA informou a venda de 3,16 milhões de toneladas de milho para embarque na temporada 2025/26, além de outras 170 mil toneladas já previstas para esta safra. Esses volumes deram fôlego aos preços e sinalizam um cenário de exportações aquecido.

Nos campos do Meio-Oeste norte-americano, 73% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes — desempenho superior aos 67% registrados no mesmo período de 2024. Além disso, 88% das plantações atingiram a fase de pendoamento, 42% entraram em espigamento e 6% chegaram à fase de formação final dos grãos.

No mercado brasileiro, as indicações de compra continuam firmes. No oeste do Paraná, os preços oscilam entre R$ 55,00 e R$ 58,00, dependendo do prazo de pagamento. Já em Paranaguá, os valores variam de R$ 63,00 a R$ 65,00, conforme a localização dos lotes e o período de embarque.

Embora o câmbio opere estável, em torno de R$ 5,46, a movimentação internacional pode continuar influenciando os negócios locais nos próximos dias.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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