Mercado do milho segue lento com atraso na safrinha
Com exportações aquecidas nos EUA e plantio mais lento no Brasil, preços trabalham em faixa estreita
Por: Camilo Motter
Segundo análise da Granoeste, os preços seguem confinados em uma faixa estreita, ao redor de US$ 4,30. A demanda consistente sustenta as cotações. Por outro lado, a oferta robusta limita movimentos de alta.
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Na B3, o contrato março trabalha em R$ 71,35, enquanto maio é negociado a R$ 71,05, com leves ajustes em relação ao pregão anterior.
Nos Estados Unidos, as exportações seguem aquecidas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) inspecionou embarques de 2 milhões de toneladas na última semana. Com isso, o total da temporada chega a 37,7 milhões de toneladas, alta de 46% frente ao mesmo período do ciclo passado.
No Brasil, as atenções dos produtores se concentram na colheita da soja e no avanço do plantio da segunda safra de milho.
No Centro-Sul, a colheita do milho verão atinge 27% da área, abaixo dos 34,5% registrados no mesmo período do ano passado, conforme levantamento da consultoria Safras Mercado.
Ao mesmo tempo, o plantio da safrinha alcança 36,6%, ante 54,1% na mesma data de 2025 e média histórica de 38%. A área estimada é de 15,67 milhões de hectares, ligeiramente superior ao ciclo anterior. No Mato Grosso, o plantio chega a 55%, enquanto no Paraná atinge 38%.
Mesmo com o ritmo mais lento, o mercado segue travado. A entrada gradual do milho novo, principalmente na Região Sul, amplia a oferta. Além disso, os custos logísticos pesam cada vez mais na formação dos preços e encarecem a entrega às indústrias.
No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, para a safrinha, os valores ficam entre R$ 65,00 e R$ 67,00, a depender do prazo de pagamento e da localização do lote.
No câmbio, o dólar opera em leve alta, cotado a R$ 5,18. Na sessão anterior, fechou a R$ 5,167.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Na B3, o contrato março trabalha em R$ 71,35, enquanto maio é negociado a R$ 71,05, com leves ajustes em relação ao pregão anterior.
Nos Estados Unidos, as exportações seguem aquecidas. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) inspecionou embarques de 2 milhões de toneladas na última semana. Com isso, o total da temporada chega a 37,7 milhões de toneladas, alta de 46% frente ao mesmo período do ciclo passado.
Brasil desacelera colheita e plantio
No Brasil, as atenções dos produtores se concentram na colheita da soja e no avanço do plantio da segunda safra de milho.
No Centro-Sul, a colheita do milho verão atinge 27% da área, abaixo dos 34,5% registrados no mesmo período do ano passado, conforme levantamento da consultoria Safras Mercado.
Ao mesmo tempo, o plantio da safrinha alcança 36,6%, ante 54,1% na mesma data de 2025 e média histórica de 38%. A área estimada é de 15,67 milhões de hectares, ligeiramente superior ao ciclo anterior. No Mato Grosso, o plantio chega a 55%, enquanto no Paraná atinge 38%.
Mesmo com o ritmo mais lento, o mercado segue travado. A entrada gradual do milho novo, principalmente na Região Sul, amplia a oferta. Além disso, os custos logísticos pesam cada vez mais na formação dos preços e encarecem a entrega às indústrias.
No Oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, para a safrinha, os valores ficam entre R$ 65,00 e R$ 67,00, a depender do prazo de pagamento e da localização do lote.
No câmbio, o dólar opera em leve alta, cotado a R$ 5,18. Na sessão anterior, fechou a R$ 5,167.
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