Mercado de cacau segue volátil com chuvas irregulares e possível corte nas exportações
Exportações menores e chuvas instáveis mantêm os preços voláteis
Por: Redação RuralNews
De acordo com Carolina França, analista da Hedgepoint Global Markets, as chuvas acima da média registradas recentemente em áreas produtoras da Costa do Marfim e Gana trouxeram certo alívio ao mercado. No entanto, o volume acumulado desde o início da safra 2024/25 ainda está abaixo da média histórica. A continuidade das precipitações em junho e julho será crucial para o desempenho da próxima safra principal, prevista para 2025/26.
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Mesmo com a melhora climática pontual, a qualidade das amêndoas colhidas ainda preocupa, especialmente em regiões afetadas por estiagens no início do ano. Em meio a esse cenário, o governo da Costa do Marfim anunciou que pretende limitar as exportações da próxima safra a 1,3 milhão de toneladas, uma redução significativa em relação à média dos anos anteriores, que gira em torno de 1,7 milhão de toneladas.
A medida, somada à lentidão nas entregas aos portos e à incerteza sobre a oferta futura, tem dado sustentação aos preços no curto prazo. A diferença crescente entre os contratos futuros de julho e setembro de 2025 reflete a apreensão do mercado em relação à disponibilidade imediata do produto.
Ainda assim, caso as chuvas se mantenham regulares e outras origens, como o Equador, apresentem bom desempenho, a tendência de alta nos preços pode perder força no médio prazo. O cenário para a safra 2025/26 segue incerto e os próximos meses serão decisivos para definir o comportamento do mercado.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Mesmo com a melhora climática pontual, a qualidade das amêndoas colhidas ainda preocupa, especialmente em regiões afetadas por estiagens no início do ano. Em meio a esse cenário, o governo da Costa do Marfim anunciou que pretende limitar as exportações da próxima safra a 1,3 milhão de toneladas, uma redução significativa em relação à média dos anos anteriores, que gira em torno de 1,7 milhão de toneladas.

Exportações menores e chuvas instáveis mantêm os preços voláteis. Foto: Canva
A medida, somada à lentidão nas entregas aos portos e à incerteza sobre a oferta futura, tem dado sustentação aos preços no curto prazo. A diferença crescente entre os contratos futuros de julho e setembro de 2025 reflete a apreensão do mercado em relação à disponibilidade imediata do produto.
Ainda assim, caso as chuvas se mantenham regulares e outras origens, como o Equador, apresentem bom desempenho, a tendência de alta nos preços pode perder força no médio prazo. O cenário para a safra 2025/26 segue incerto e os próximos meses serão decisivos para definir o comportamento do mercado.
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