Os contratos futuros do milho operam em terreno positivo na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quarta-feira. Conforme levantamento da Granoeste Corretora, o contrato com vencimento em setembro registra valorização de 3 centavos de dólar, cotado a US$ 4,66 por bushel, após a sessão anterior devolver os ganhos e encerrar entre a estabilidade e leve baixa.
O suporte altista no exterior reflete a contínua deterioração das lavouras no Meio-Oeste norte-americano. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que apenas 60% das áreas estão classificadas em condições boas ou excelentes, patamar considerado limite pelo mercado. Uma eventual queda abaixo dessa marca tende a consolidar uma percepção de quebra de safra mais severa e intensificar as pressões sobre as cotações. Em termos fenológicos, 97% das plantações superaram a floração, 76% estão em formação de espigas, 29% em enchimento de grãos e 4% alcançaram a maturação.
Alerta no Mar Negro e perdas nos EUA impulsionam cotações do milho
USDA corta estoques de milho e cenário dá sustentação aos preços em MS
As medições a campo do Crop Tour vêm confirmando os cortes de rendimento antecipados pelo USDA, identificando perdas de produtividade em níveis variados em estados como Indiana, Nebraska, Dakota do Sul e Ohio.
Mercado brasileiro: reta final da safrinha alivia oferta e saca chega a R$ 72 no porto
No ambiente doméstico, o ritmo das negociações segue moderado. De acordo com a Granoeste Corretora, o mercado físico passa por um processo de ajuste nos preços à medida que a colheita da segunda safra entra na reta final, atenuando a pressão de venda por parte dos agricultores. As indústrias e consumidores finais, por sua vez, continuam concentrados preferencialmente no recebimento físico de lotes fixados de forma antecipada.
No mercado futuro da B3, o vencimento setembro opera a R$ 71,25 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 71,50) e o contrato de novembro trabalha a R$ 76,45 por saca (contra R$ 76,65 do fechamento prévio). Paralelamente, o dólar comercial registra desvalorização, cotado a R$ 5,18 (após encerrar a sessão anterior em R$ 5,22).
Na frente de escoamento internacional, os dados do line-up portuário indicam que as exportações brasileiras de milho devem superar 5,5 milhões de toneladas em agosto, volume abaixo dos 6,85 milhões de toneladas embarcados no mesmo mês de 2025.
Nas praças físicas de comercialização, as ofertas de compra no Oeste do Paraná oscilam entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca, enquanto no porto de Paranaguá as indicações giram de R$ 70,00 a R$ 72,00 por saca, a depender dos prazos de pagamento acordados e da localização dos lotes no interior.
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