O mercado do milho registra um movimento consistente de alta nesta quinta-feira, acompanhando o avanço das bolsas externas e o suporte doméstico, segundo análise da Granoeste Corretora. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a posição com vencimento em setembro operava pela manhã cotada a US$ 4,78 por bushel, com ganho de 5 pontos, dando continuidade à sessão anterior, que acumulou valorização de cerca de 2% (entre 9 e 10 pontos de alta).
O movimento positivo também se reflete no mercado futuro brasileiro na B3:
Colheita do milho avança para 63,9% em Mato Grosso do Sul
Milho sobe em Chicago com quebra nos EUA e Crop Tour no radar
Vencimento setembro: negociado a R$ 71,85 por saca (frente ao fechamento anterior de R$ 71,00);
Vencimento novembro: cotado a R$ 77,40 por saca (contra R$ 76,39 no ajuste anterior).
O principal suporte às cotações internacionais decorre dos relatórios de campo do Crop Tour pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos. Em todos os estados avaliados até o momento, os técnicos constataram que o padrão de qualidade e o potencial produtivo das lavouras estão inferiores aos registrados nos últimos anos. As perdas foram ocasionadas principalmente pelo calor excessivo ao longo de julho combinado à escassez de precipitações em amplas faixas de cultivo do Corn Belt. A exemplo do ocorrido na soja, os fundos de investimento e investidores institucionais intensificam a recomposição de posições compradas diante do quadro de quebra produtiva.
No front financeiro, o câmbio atua como suporte adicional para as commodities agrícolas negociadas em moeda nacional, operando em alta a R$ 5,19 (após encerrar a sessão anterior cotado a R$ 5,177).
Cenário Brasil: reta final da colheita, paridade de exportação e indicações no Paraná
No mercado físico nacional, o fluxo de negócios permanece em ritmo lento. De acordo com o levantamento da Granoeste Corretora, as expectativas de preço passam por uma reconfiguração gradual à medida que a colheita atinge a sua reta final, reduzindo a pressão exercida pela necessidade imediata de escoamento e de abertura de espaço estático nos armazéns.
A combinação entre a valorização do dólar e os ganhos na CBOT melhorou a paridade de exportação, gerando um ambiente de maior sustentação e motivando os vendedores a elevarem suas pedidas. Por outro lado, o ritmo de liquidez na ponta consumidora segue contido, com grande parte das indústrias e compradores voltada ao recebimento físico de lotes fixados em contratos antecipados.
Nas praças paranaenses, as indicações de comercialização situam-se nos seguintes patamares:
Oeste do Paraná (mercado disponível): compras indicadas entre R$ 62,00 e R$ 63,00 por saca;
Porto de Paranaguá: valores de compra na faixa de R$ 71,00 a R$ 73,00 por saca.
Os preços praticados continuam condicionados aos prazos de pagamento acordados e, no caso do interior, à localização logística e à distância dos lotes ofertados.
Siga o portal RuralNews nas redes sociais
Acompanhe as principais notícias do agro em tempo real.
