Atraso no plantio da soja em Goiás impacta janela do milho
Atraso na soja reduz tempo ideal de plantio do milho safrinha e eleva risco climático em Goiás
As condições climáticas registradas no início do ciclo agrícola em Goiás provocaram atraso no plantio e na colheita da soja, cenário que reduziu a janela ideal para a semeadura do milho segunda safra e trouxe preocupação ao setor produtivo.
Segundo Dyogo Castro, gerente de Desenvolvimento de Mercado da região Norte da BASF, o encadeamento entre as culturas exige atenção redobrada do produtor. Quando a soja atrasa, todo o calendário seguinte é impactado, especialmente o milho safrinha, que passa a ser implantado fora da melhor janela agronômica.
“Quando ocorre atraso na colheita da soja, o produtor perde tempo importante para a implantação do milho. Isso aumenta a exposição da lavoura ao risco climático, principalmente pela redução das chuvas no final do ciclo”, destacou Castro durante a feira.
Levantamentos divulgados no período apontam que boa parte das áreas goianas de milho foi semeada apenas ao longo de março, quando tradicionalmente o encerramento do plantio ocorre em fevereiro. Essa mudança pode comprometer potencial produtivo, enchimento de grãos e rentabilidade da safra.
Ainda conforme o representante da BASF, em anos como este, o uso de tecnologia, manejo assertivo e monitoramento constante das lavouras tornam-se fundamentais para minimizar perdas e preservar produtividade.