Fertilizantes 27-01-2026 | 8:34:00

Exportações chinesas de fosfatados atingem menor nível desde 2013

Queda de 18% nos embarques em 2025 reduz a oferta global, sustenta preços e pressiona o planejamento de compras no Brasil

Por: Redação RuralNews

Como resultado, a menor presença chinesa no mercado internacional apertou o balanço global de oferta e demanda. Dessa forma, importadores intensificaram a busca por fornecedores alternativos, o que contribuiu para a sustentação dos preços nos principais mercados produtores.
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Oferta global mais restrita sustenta preços

Menor oferta global de fosfatados mantém preços sustentados e exige mais planejamento nas compras de fertilizantes no Brasil. Foto: Canva


Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, a retração das exportações chinesas dificulta movimentos de queda nas cotações. “A redução da disponibilidade de cargas da China aperta o balanço global e limita recuos de preços, especialmente em períodos de maior demanda”, explica.

Além disso, países como Bangladesh, Brasil, Etiópia, Vietnã e Tailândia figuraram entre os principais destinos dos fosfatados chineses em 2025. Em cenários de menor oferta, esses mercados tendem a sentir os impactos de forma mais imediata. Ainda assim, mesmo compradores menos dependentes da China acabam afetados indiretamente, devido à elevação generalizada das cotações.

Impactos no mercado brasileiro



No Brasil, os preços elevados dos fosfatados ao longo de 2025 dificultaram o planejamento de compras e pressionaram as margens dos produtores. Esse cenário ocorreu em meio a relações de troca pouco atrativas, o que levou parte do mercado a buscar alternativas.

Consequentemente, cresceu a demanda por fertilizantes de menor concentração, como o superfosfato simples (SSP), diante do alto custo de produtos como MAP e DAP.

Embora a China represente cerca de 3% das importações brasileiras desses fertilizantes, o país segue dependente do mercado internacional. Rússia e Arábia Saudita, por exemplo, responderam por 44% e 25% das compras nacionais, respectivamente. Mesmo assim, o Brasil não fica imune aos efeitos indiretos da retração chinesa, dada a relevância do país asiático na oferta global.

Perspectivas para 2026



A redução dos embarques está ligada à política comercial chinesa, que prioriza o abastecimento interno em períodos de maior demanda doméstica. Para 2026, já circulam no mercado indicações de que a China deve manter restrições às exportações de fosfatados durante boa parte do ano.

“Se esse cenário se confirmar, os compradores brasileiros precisarão seguir atentos às relações de troca e à diversificação de produtos, utilizando fertilizantes de menor concentração como estratégia para mitigar custos”, conclui Pernías.

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