Confinamento de gado cresce e atinge maior volume da história em Mato Grosso
Margem mais favorável entre boi gordo e milho impulsiona o confinamento em Mato Grosso, mesmo com custo diário mais alto
Por: Redação RuralNews
O custo da diária subiu 16,47%, chegando a R$ 13,79, mas continua abaixo dos picos de 2020 e 2021. A receita maiorcompensou a alta, permitindo o crescimento do confinamento.
VEJA TAMBÉM:
“Nosso levantamento mostra o maior volume de confinamento dos últimos anos. Mesmo com a alta na diária, a relação boi/milho ficou mais favorável e recompôs a margem do confinador”, afirma Milena Bezerra, analista de mercado pecuário do Imea.
A adesão ao sistema caiu de 85,65% em 2024 para 69,57% em 2025, mas o volume total aumentou porque os confinadores ampliaram a escala. Entre os que deixaram o sistema, 72,73% operam estruturas com até 1.000 cabeças.
“Hoje, há menos produtores confinando, mas cada operação trabalha com mais animais. O semiconfinamento (29,73%) e a TIP — Terminação Intensiva a Pasto (8,11%) ganham espaço, pois reduzem custos e entregam bons resultados”, explica Milena.
As regiões Oeste e Norte concentram metade dos animais confinados. O Oeste lidera com 271.943 cabeças, seguido por Norte (195.945), Sudeste (145.292), Médio-Norte (109.906), Centro-Sul (95.427), Nordeste (55.559) e Noroeste (54.601).
Nos insumos da dieta, o farelo de algodão subiu 49,35%, o milho 33,98% e o DDG 20,33%. Mesmo com a pressão da demanda por etanol de milho, a melhor relação de troca manteve o confinamento competitivo.
A proteção de preços ainda é limitada: apenas 4,17% dos confinadores usam trava a termo e 3,79% recorrem à bolsa. O Imea vê espaço para ampliar o uso de hedge, ferramenta que garante previsibilidade de margem.
O levantamento faz parte do 3º Levantamento das Intenções de Confinamento de 2025, concluído em outubro, e reflete apenas a amostra de informantes do Imea, sem caráter censitário.
TAGS:
Texto publicado originalmente em Notícias
“Nosso levantamento mostra o maior volume de confinamento dos últimos anos. Mesmo com a alta na diária, a relação boi/milho ficou mais favorável e recompôs a margem do confinador”, afirma Milena Bezerra, analista de mercado pecuário do Imea.
Margem melhor puxa confinamento que tem alta de 4,05%. Foto: Clara Miranda / Imea
A adesão ao sistema caiu de 85,65% em 2024 para 69,57% em 2025, mas o volume total aumentou porque os confinadores ampliaram a escala. Entre os que deixaram o sistema, 72,73% operam estruturas com até 1.000 cabeças.
“Hoje, há menos produtores confinando, mas cada operação trabalha com mais animais. O semiconfinamento (29,73%) e a TIP — Terminação Intensiva a Pasto (8,11%) ganham espaço, pois reduzem custos e entregam bons resultados”, explica Milena.
As regiões Oeste e Norte concentram metade dos animais confinados. O Oeste lidera com 271.943 cabeças, seguido por Norte (195.945), Sudeste (145.292), Médio-Norte (109.906), Centro-Sul (95.427), Nordeste (55.559) e Noroeste (54.601).
Nos insumos da dieta, o farelo de algodão subiu 49,35%, o milho 33,98% e o DDG 20,33%. Mesmo com a pressão da demanda por etanol de milho, a melhor relação de troca manteve o confinamento competitivo.
A proteção de preços ainda é limitada: apenas 4,17% dos confinadores usam trava a termo e 3,79% recorrem à bolsa. O Imea vê espaço para ampliar o uso de hedge, ferramenta que garante previsibilidade de margem.
O levantamento faz parte do 3º Levantamento das Intenções de Confinamento de 2025, concluído em outubro, e reflete apenas a amostra de informantes do Imea, sem caráter censitário.
TAGS:
Confinamento de gado - Mato Grosso - Gado
- Boi Gordo
- Famato -
Texto publicado originalmente em Notícias
Leia também: