Equinocultura 12-01-2026 | 14:57:00

Casos de raiva em equídeos na região de Porangatu alertam para reforço da vacinação

Doença é letal, pode ser transmitida aos humanos e causa grandes prejuízos às propriedades rurais

Por: Redação RuralNews

Os animais infectados podem apresentar alterações de comportamento, dificuldade de locomoção, salivação excessiva, quedas frequentes e paralisia progressiva. Por isso, ao identificar qualquer animal com sintomas suspeitos, a orientação é não manipulá-lo, isolar a área e comunicar imediatamente a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).
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Segundo o médico-veterinário e analista de mercado do Sistema Faeg, Marcelo Penha, a vacinação preventiva é a principal ferramenta de controle da doença. “A vacinação dos bovinos e equinos, especialmente em propriedades localizadas em áreas com histórico de raiva, reduz prejuízos, evita novos focos e, principalmente, protege trabalhadores rurais e comunidades próximas”, destaca.
Bovinos e equinos podem ser vacinados contra a raiva a partir dos três meses de idade. Foto: FAEG / Divulgação


Casos em bovinos reforçam vigilância sanitária em Goiás



Além dos registros em equídeos, o estado também notificou casos de raiva em bovinos no início de dezembro de 2025, em diferentes regiões de Goiás. Entre os municípios afetados estão Turvelândia, Carmo do Rio Verde e Silvânia, o que demonstra que o vírus segue em circulação no território goiano.

De acordo com os levantamentos, os casos estão associados à presença de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença no meio rural. O vírus é transmitido, principalmente, pelo Desmodus rotundus, espécie que se alimenta do sangue de animais.

“Animais com sintomas neurológicos representam risco elevado para os seres humanos. Por isso, se houver necessidade de contato, é indispensável o uso de equipamentos de proteção, como luvas”, reforça Penha. Ele também destaca a importância da vacinação imediata de cavalos, éguas, demais equídeos e bovinos como medida essencial de prevenção.

O protocolo vacinal prevê a aplicação de uma dose inicial, seguida de reforço após 30 dias. A partir daí, a revacinação deve ocorrer anualmente. A imunidade efetiva é considerada cerca de 21 dias após a aplicação da vacina.

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Texto publicado originalmente em Destaques
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