Bovinocultura 02-01-2026 | 11:41:00

Carne bovina entra em 2026 com demanda firme e oferta desafiadora

Consumo interno e exportações devem crescer, enquanto limitações na reposição de animais impõem cautela à produção

Por: Redação RuralNews

No cenário doméstico, fatores macroeconômicos podem favorecer as vendas. Além disso, eventos como eleições gerais e Copa do Mundo costumam ampliar a circulação de recursos, estimulando o consumo, mesmo diante de restrições orçamentárias ainda presentes para parte das famílias.
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Mercado internacional reforça sustentação dos preços

No ambiente global, as projeções apontam para uma redução da oferta de carne bovina. Como resultado, os preços internacionais tendem a permanecer fortalecidos, reforçando o estímulo à produção e às exportações brasileiras.
Demanda firme e restrições na reposição de animais devem sustentar os preços da carne bovina ao longo de 2026. Foto: Abiec / Divulgação


Pesquisadores do Cepea destacam que outros grandes produtores enfrentam dificuldades para recompor a oferta no curto prazo. Nesse contexto, a carne brasileira segue competitiva, especialmente com o dólar acima de R$ 5, o que favorece mais um ano de crescimento dos embarques.

Brasil lidera produção mundial, mas expansão é cautelosa

A pecuária brasileira chega a 2026 em posição de destaque. Em 2025, o Brasil se tornou o maior produtor mundial de carne bovina, superando os Estados Unidos, conforme dados recentes do USDA.

Apesar desse avanço, o aumento da produção em 2026 deve ocorrer de forma mais comedida. O Cepea não descarta nova expansão, porém ressalta que o cenário impõe desafios importantes ao setor.

Reposição limita eficiência produtiva

Do lado da produção, a principal dificuldade está na oferta de bois magros. Além da quantidade reduzida, a qualidade dos animais de reposição também preocupa. Segundo pesquisadores do Cepea, lotes leves ou com genética menos favorável ao ganho de peso podem comprometer a eficiência produtiva.

Mesmo que a taxa de lotação dos confinamentos siga elevada, a entrada de animais com menor potencial pode reduzir o desempenho e apertar as margens dos confinadores. Assim, o equilíbrio entre custo, eficiência e produtividade será decisivo ao longo de 2026.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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