Alta nos preços e oferta restrita reduzem demanda por cacau no mundo
StoneX estima queda de 2,8% na moagem global em 2024/25, mas projeta recuperação moderada para o ciclo seguinte
Por: Redação RuralNews
No entanto, a atual crise de oferta vem alterando esse comportamento. Conforme a StoneX, os últimos trimestres demonstram uma queda na demanda global por cacau.
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“O segundo trimestre de 2023 – em meio à quebra da safra 2023/24 – marcou o início da queda no processamento global, que se estendeu até o primeiro trimestre de 2025, período em que foi registrada uma retração de 3,5%”, afirma Rafael Borges, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Os principais fatores para essa redução foram os preços elevados e a menor disponibilidade da amêndoa, o que levou a indústria a reduzir o uso do cacau em seus produtos.
Diante desse panorama, a expectativa é de uma redução de 136 mil toneladas (-2,8%) na moagem na safra 2024/25. Com isso, estima-se um superávit de cerca de 96 mil toneladas para o ciclo, após um déficit de aproximadamente 460 mil toneladas na safra anterior, 2023/24.
Para a temporada 2025/26, Borges aponta que pode haver uma recuperação da demanda, embora ainda limitada pelos altos preços e pelas tendências estabelecidas desde 2024. “A estimativa inicial de demanda para o ciclo 2025/26 é de 4,786 milhões de toneladas (+0,8%)”, destaca.
Segundo a StoneX, o setor vem enfrentando dificuldades devido à elevação dos preços do cacau e seus derivados. Isso estimulou o uso de substitutos para a amêndoa e estratégias para reduzir sua utilização nos produtos finais.
Essa movimentação já afeta segmentos como o de chocolates. Nas barras, por exemplo, cresce a presença de waffers, frutas, castanhas e outros ingredientes, além da reformulação no tamanho e formato dos produtos.
A manteiga de cacau, coproduto mais caro e nobre, também vem sendo parcialmente substituída. “Essas alternativas podem ser utilizadas em diferentes proporções, sendo os derivados da palma os mais comuns, por conferirem textura e consistência similares à manteiga de cacau”, explica Borges.
Apesar da intenção de evitar o repasse do aumento de custos ao consumidor, a substituição pode limitar o crescimento futuro da moagem e da demanda por cacau.
Borges alerta, contudo, que há limites regulatórios. “Produtos rotulados como ‘chocolate’ devem conter uma quantidade mínima de manteiga de cacau ou ingredientes específicos, o que varia conforme a categoria. Por isso, a substituição total compromete características importantes do produto”, finaliza.
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Texto publicado originalmente em Notícias
“O segundo trimestre de 2023 – em meio à quebra da safra 2023/24 – marcou o início da queda no processamento global, que se estendeu até o primeiro trimestre de 2025, período em que foi registrada uma retração de 3,5%”, afirma Rafael Borges, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Foto: Assesoria / Divulgação
Os principais fatores para essa redução foram os preços elevados e a menor disponibilidade da amêndoa, o que levou a indústria a reduzir o uso do cacau em seus produtos.
Diante desse panorama, a expectativa é de uma redução de 136 mil toneladas (-2,8%) na moagem na safra 2024/25. Com isso, estima-se um superávit de cerca de 96 mil toneladas para o ciclo, após um déficit de aproximadamente 460 mil toneladas na safra anterior, 2023/24.
Para a temporada 2025/26, Borges aponta que pode haver uma recuperação da demanda, embora ainda limitada pelos altos preços e pelas tendências estabelecidas desde 2024. “A estimativa inicial de demanda para o ciclo 2025/26 é de 4,786 milhões de toneladas (+0,8%)”, destaca.
Segundo a StoneX, o setor vem enfrentando dificuldades devido à elevação dos preços do cacau e seus derivados. Isso estimulou o uso de substitutos para a amêndoa e estratégias para reduzir sua utilização nos produtos finais.
Essa movimentação já afeta segmentos como o de chocolates. Nas barras, por exemplo, cresce a presença de waffers, frutas, castanhas e outros ingredientes, além da reformulação no tamanho e formato dos produtos.
A manteiga de cacau, coproduto mais caro e nobre, também vem sendo parcialmente substituída. “Essas alternativas podem ser utilizadas em diferentes proporções, sendo os derivados da palma os mais comuns, por conferirem textura e consistência similares à manteiga de cacau”, explica Borges.
Apesar da intenção de evitar o repasse do aumento de custos ao consumidor, a substituição pode limitar o crescimento futuro da moagem e da demanda por cacau.
Borges alerta, contudo, que há limites regulatórios. “Produtos rotulados como ‘chocolate’ devem conter uma quantidade mínima de manteiga de cacau ou ingredientes específicos, o que varia conforme a categoria. Por isso, a substituição total compromete características importantes do produto”, finaliza.
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