Agronegócio inicia 2026 com superávit de US$ 9,2 bi
Proteínas animais registram recordes de embarques e China lidera como principal destino das exportações
Por: Redação RuralNews
O volume embarcado cresceu 7%, indicando maior presença dos produtos brasileiros no exterior. Porém, a redução de 8,6% no preço médio impactou o faturamento, refletindo a queda das cotações internacionais de algumas commodities, conforme o Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
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As importações do agro totalizaram US$ 1,7 bilhão (-11,2%), garantindo superávit de US$ 9,2 bilhões no mês.
A China permaneceu como principal compradora, com US$ 2,1 bilhões (20% do total). Na sequência aparecem a União Europeia, com US$ 1,7 bilhão (11%), e os Estados Unidos, com US$ 705 milhões (6,6%).
As vendas para países da Associação das Nações do Sudeste Asiático cresceram 5,7%, reforçando a presença brasileira em mercados estratégicos do Sudeste Asiático.
Entre os países que ampliaram compras estão Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos.
O setor de carnes foi o principal exportador do mês, com US$ 2,58 bilhões (24% do total), alta de 24% sobre janeiro de 2025. O complexo soja somou US$ 1,66 bilhão (+49,4%), seguido por produtos florestais (US$ 1,38 bilhão), cereais (US$ 1,12 bilhão), café (US$ 1,10 bilhão) e complexo sucroalcooleiro (US$ 750 milhões).
A carne bovina in natura foi o item de maior valor exportado: US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas enviadas a 116 países. As compras dos Estados Unidos cresceram 93% no período.
Itens fora do grupo tradicional também alcançaram marcas históricas em janeiro, como glicerina em bruto, óleo de milho, mamão papaia, pargos, cerveja e ovos, ampliando o portfólio exportador e reduzindo a dependência de poucas commodities.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, avanços sanitários e negociações comerciais foram determinantes para o desempenho do setor. O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como livre de febre aftosa sem vacinação e recuperou rapidamente o status de livre de influenza aviária.
De acordo com o secretário Luis Rua, desde 2023 foram abertos 535 novos mercados para o agro brasileiro, sendo 10 apenas em janeiro de 2026, fortalecendo a inserção internacional do setor.
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Texto publicado originalmente em Capa
As importações do agro totalizaram US$ 1,7 bilhão (-11,2%), garantindo superávit de US$ 9,2 bilhões no mês.
Exportações do agro somam US$ 10,8 bilhões em janeiro, com carnes na liderança. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária / Divulgação
China mantém liderança entre destinos
A China permaneceu como principal compradora, com US$ 2,1 bilhões (20% do total). Na sequência aparecem a União Europeia, com US$ 1,7 bilhão (11%), e os Estados Unidos, com US$ 705 milhões (6,6%).
As vendas para países da Associação das Nações do Sudeste Asiático cresceram 5,7%, reforçando a presença brasileira em mercados estratégicos do Sudeste Asiático.
Entre os países que ampliaram compras estão Emirados Árabes Unidos, Turquia, Filipinas, Irã, Iêmen, Iraque, Chile, Arábia Saudita, Japão e Marrocos.
Carnes lideram e bovina bate destaque
O setor de carnes foi o principal exportador do mês, com US$ 2,58 bilhões (24% do total), alta de 24% sobre janeiro de 2025. O complexo soja somou US$ 1,66 bilhão (+49,4%), seguido por produtos florestais (US$ 1,38 bilhão), cereais (US$ 1,12 bilhão), café (US$ 1,10 bilhão) e complexo sucroalcooleiro (US$ 750 milhões).
A carne bovina in natura foi o item de maior valor exportado: US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas enviadas a 116 países. As compras dos Estados Unidos cresceram 93% no período.
Produtos diversificados batem recorde
Itens fora do grupo tradicional também alcançaram marcas históricas em janeiro, como glicerina em bruto, óleo de milho, mamão papaia, pargos, cerveja e ovos, ampliando o portfólio exportador e reduzindo a dependência de poucas commodities.
Segundo o ministro Carlos Fávaro, avanços sanitários e negociações comerciais foram determinantes para o desempenho do setor. O Brasil foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal como livre de febre aftosa sem vacinação e recuperou rapidamente o status de livre de influenza aviária.
De acordo com o secretário Luis Rua, desde 2023 foram abertos 535 novos mercados para o agro brasileiro, sendo 10 apenas em janeiro de 2026, fortalecendo a inserção internacional do setor.
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Texto publicado originalmente em Capa
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