Preços da soja iniciam em alta na CBOT nesta quinta-feira
Os preços da soja iniciaram essa quinta-feira, 13/04, em alta nos futuros de Chicago, (CBOT), com mais 11 cents, a U$ 15,15/maio. Ontem houve ganhos de 7 pontos. De acordo com o analista de mercado, Camilo Motter, da Corretora Granoeste de Cascavel/PR, a queda do dólar frente a outras moedas e sinais de melhor demanda ajudam a sustentar os preços. Por outro lado, a continuada pressão da oferta brasileira, além de limitar uma formação mais atrativa dos preços em Chicago, acaba por manter os prêmios no campo negativo. O USDA acaba de informar que as vendas externas da última semana somaram 0,36MT. Elevando o total da estação para 50,3MT, ante 56,6MT do mesmo intervalo do ano passado. Os embarques somam 45,8MT, contra 45,1MT do mesmo período do ciclo anterior. De acordo com dados da ABIOVE, é estimado que as exportações brasileiras de soja alcancem, neste ano, 93,7MT. Isto representa aumento da 19% sobre as 78,7MT do ciclo passado. As exportações de farelo devem somar 21,0MT – a exemplo da soja, um novo recorde histórico. Isto se deve à boa demanda internacional, mas, sobretudo, pela grande produção doméstica, que está prevista em 153,6MT, 18% a mais do que na última estação. A indústria brasileira deverá processar 52,5MT de soja, ante 50,8MT do ano anterior – resultando numa produção de 40,2MT de farelo e 10,7MT de óleo. A CONAB também liberou as projeções para a safra brasileira referente ao mês de abril. O novo levantamento prevê uma colheita de em linha com a ABIOVE, em 153,6MT, aumento de 2,2MT sobre a estimativa do mês passado. O plantio ocupou uma área de 43,6MH, aumento de 5% sobre a campanha anterior. As exportações caminham para alcançar 94,4MT na visão da Companhia.
Mercado Interno
No mercado interno, os preços buscam alguma estabilização, ficando evidente o contraponto formado por queda no câmbio e ganhos nos prêmios e na CBOT. Com a colheita entrando na reta final e com a acomodação do produto nos armazéns, o ritmo de negócios tende a permanecer lento. Prêmios nos portos brasileiros apresentaram alguma melhora e são indicados na faixa de -125 / -110.