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Brasil aumenta concentração, mas mantém volume de captação de leite

Brasil aumenta concentração, mas mantém volume de captação de leite

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05/04/2023 |

Apesar de ter uma das maiores margens no preço pago pelo leite na América Latina, o Brasil segue com o volume de captação estagnado. De acordo com o levantamento da Embrapa Gado de Leite apresentado em reunião da Aliança Láctea e debatido pelas indústrias gaúchas nesta terça-feira (28/03) indica que o preço por litro no Brasil em 2022 é de US$ 0,56. Bem acima do valor praticado no Uruguai (US$ 0,42), Argentina (US$ 0,37) e Chile (US$ 0,44). Apesar dos altos custos de insumos no país, o pesquisador da Embrapa Lorildo Stock indica que o leite é rentável quando praticado em escala. Lembrando que a situação no Sul é um pouco mais favorável do que nas demais regiões do Brasil. “Pode estar ruim para alguns, mas não para todos. O que vemos é uma tendência de concentração mundial da produção e isso acontece no Brasil também. Verifica-se um aumento de escala nas grandes propriedades, uma maior produção por animal, o que compensa o abandono de produtores da atividade. Por outro lado, a produção não reage”Lorildo Stock, pesquisador da Embrapa De acordo com dados da Embrapa é sinalizado para concentração da atividade em propriedade com maior escala e redução de rebanho.

Produção de leite no Brasil

Atualmente, 2% dos estabelecimentos em operação no Brasil produzem 30% de todo leite captado. E essa transformação avança com aumento médio de 1% da produção das fazendas em operação, que, em 2021, atingiu 31 litros/fazenda/dia. A produção por vaca vem aumentando ao longo do tempo. Em 2015, a produtividade média era de 1.615 litros por vaca ano, valor que atingiu 2.181 litros em 2021. As transformações do setor lácteo, alega o pesquisador, são reflexo de um envelhecimento na gestão e da falta de sucessão. Quando os filhos resolvem ficar na atividade, geralmente o fazem com incremento de tecnologia e nos processos produtivos que ajudam no ganho de escala e tecnificação. Um relato que corrobora essa informação é o investimento no campo, alerta o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Segundo dados da Emater indicam avanço do uso de robotização na ordenha nos municípios do RS. Em 2019, havia registro de apenas quatro unidades em operação no Estado, número que saltou para 110 em 2021. Atualmente, estima-se 300 unidades em operação nos tambos gaúchos, o que deve se apresentar no próximo Relatório Socioeconômico da Cadeia do Leite da Emater/RS. O relatório deve ser lançado ainda esse ano.

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Editor RuralNews
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