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Mercado de boi gordo fecha a semana pressionado e preocupa pecuaristas

Cenário atual do mercado não é o que o pecuarista gosta de ver, mas que surge todo ano com o começo da seca e a necessidade de acomodar animais em uma área de pastagem mais contida e menos nutritiva
Fabiano Reis
- Exclusivo Rural News
Publicado em 17/05/2024

A semana fechou com o o mercado do boi gordo seguindo pressionado, meio que indo em direção a uma ladeira de preços baixos, cenário que o pecuarista não gosta de ver, mas que surge todo ano com o começo da seca e a necessidade de acomodar animais em uma área de pastagem mais contida e menos nutritiva.

A indústria frigorífica é conhecedora deste cenário e, sim, espera o momento para travar negócios mais lucrativos e estender suas escalas de abate. A grande diferença desta vez são as características do ano de 2024, que passa por um cenário de consumo interno melhor (se comparado a anos anteriores) mas ainda baixo; exportações recordes nos quatro primeiros meses do ano; abates igualmente com recordes e participação extremamente elevada de fêmeas.
As exportações bovinas foram recordes nos quatro primeiros meses do ano de 2024
As exportações bovinas foram recordes nos quatro primeiros meses do ano de 2024

Ao comentar as características do ano de 2024, destaca o consumo doméstico de carne bovina, mais aquecido quando comparado aos últimos anos, mas não o suficiente para absorver a produção, mesmo com os embarques recordes, tem ficado produto no mercado brasileiro e acaba pesando nos preços da arroba paga ao produtor rural brasileiro.

As exportações merecem um texto a parte, mas por aqui posso citar que os quatro primeiros meses do ano se caracterizaram por serem os mais expressivos em vendas (volume embarcado) da história. Trata-se do melhor janeiro, fevereiro, etc, quando diante dos mesmos meses em anos anteriores.

O grande volume de abates e produção de carne bovina está diretamente ligado a forte oferta de fêmeas no acumulado do ano. E, mesmo ainda sendo cedo para dizer e sabendo que final da safra de gado a pasto joga o preço para baixo, podemos perguntar: qual é o contingente de fêmeas disponíveis para abate em maio e junho? Parte destas fêmeas já foi ou não para o gancho? A depender das respostas, saberemos a força e duração da pressão (certamente, mais branda que em 2023).


Sobre o autor Fabiano Reis

Fabiano Reis é jornalista econômico, especialista em Marketing rural e mestre em Produção e Gestão Agroindustrial. Editor de economia e agricultura do Canal do Boi, onde apresenta o programa AgriculturaBR. É colunista econômico em diversos veículos de imprensa. Professor universitário nos cursos de Administração e Comunicação Social. Palestrante nas áreas de comunicação e agronegócio; Apresentador de eventos e feiras. Publicou os livros Reflexos sobre o nada nos mares do Pantanal, Life Editora, 2011 (livro poesias); A interação da pecuária brasileira, Nelore MS, 2012; Nelore: mostra a força de uma raça, Nelore MS, 2010; O perfil do comércio varejista de carne bovina de Campo Grande-MS, dissertação de mestrado, UNIDERP, 2005; Redação e revisão do livro Organização e Valor para Comércio Varejista de Carne, SEBRAE, 2004.
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